Olha só! Acabo de ler que a Olympus está processando o presidente e outros 18 executivos por causa de uma fraude contábil. A empresa pede uma indenização de US$ 47 milhões. A fabricante japonesa de câmeras e equipamentos médicos disse que todos os membros do Conselho de Administração sujeitos ao processo iriam sair em março ou abril.
Segundo a matéria em que li esta notícia, após o anúncio do processo, as ações da empresa subiram mais de 28%. "As ações da Olympus subiram mais de 28%, motivadas pela notícia, com os investidores apostando que os esforços de limpeza da companhia ajudariam a evitar a humilhante retirada da bolsa de valores de Tóquio, e ajudando a garantir que esteja no radar dos interessados (em comprá-la). Os investidores também aguardam com expectativa a eventual renovação do conselho e a Olympus resolver a questão da fraude contábil de US$ 1,7 bilhão que tem jogado um foco de luz sobre a reputação do Japão para a fraca governança corporativa."
É, ações enérgicas são sempre bem vindas. Mas para que os ganhos de imagem sejam reais, é preciso que o que foi prometido realmente se torne realidade. Investidores, clientes e demais stakeholders podem dar uma segunda chance para as empresas que reconhecem erros. Mas uma "décima chance" é bem difícil de se conseguir...
Leia a matéria que traz a notícia do processo clicando aqui.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
A faxina da Olympus é bem recebida
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Feliz Natal e um ótimo 2012
sábado, 3 de dezembro de 2011
Rio atrás de Praga, Dublin, Budapeste (etc) em ranking de Reputação
| Imagem do Rio lá fora ainda é nublada |
O Reputation Institute divulgou, esta semana, um ranking com a reputação de 100 cidades, o City RepTrak. E qual não foi a minha surpresa ao perceber que o Rio, a "Cidade Maravilhosa", não aparecia nem entre as 50 mais bem avaliadas.
O Rio ocupa a 61ª posição no ranking, nesta pesquisa que pretende ser anual. São Paulo ocupa a 65ª. posição. Santigo (Chile) é a mais bem avaliada das cidades da América Latina, ocupando a 51ª., seguida de perto por Buenos Aires, na 52ª.
Londres, às vésperas de sediar Jogos Olímpicos, é a cidade com a melhor reputação no mundo, de acordo com a pesquisa. O estudo mede a confiança geral, admiração, estima e bons sentimentos que o público mantém para com as cidades, bem como percepções em 13 diferentes atributos relativos à administração, economia e interesse que as cidades despertam nas pessoas.
Foram entrevistadas mais de 35.000 pessoas, de 15 países. "Para a cidade ter reputação forte é preciso um trabalho árduo em diversas áreas - ser um pólo cultural ou ser um centro de negócios internacional simplesmente não é suficiente", afirma Nicolas Trad, do Reputation Institute.
De acordo com o Reputation Institute, ser percebida como "uma cidade segura para os visitantes e residentes" foi o atributo mais importante para impulsionar a reputação de uma cidade. Isso explica a classificação relativamente baixa de cidades como New York (25ª), Los Angeles (41ª) e Chicago (42ª). Por outro lado, mesmo não sendo top em segurança, Londres conseguiu a primeira posição.
Tomara que este resultado sirva para nos fazer pensar em como estamos trabalhando a marca "Rio" e a marca "Brasil" para o mundo. Não adianta só mostrar as "belezas naturais", é preciso mostrar que sabemos gerir nossas cidades.
Veja o ranking completo clicando aqui.
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domingo, 27 de novembro de 2011
Identidade Cultural não se (re)cria em um estalar de dedos
Ainda não entendi essa proposta de divisão do Pará. Fico me perguntando "por que?", "pra quê?" e "para quem" isso é bom. A proposta me parece completamente absurda! Discussão política a parte, ao ver este vídeo de Fafá, em defesa ferrenha ao não, pensei no quão delicado é tirar as referências de identidade cultural das pessoas. E pior ainda quando isso não é escolhido, é imposto, ainda que por vitória (ou derrota) de um plebiscito.
Uma coisa é alguém de livre e espontânea vontade trocar de nome ao casar ou pedir cidadania em outro país. Outra é alguém ver o local em que nasceu e cresceu mudar de nome. Nessa divisão, fiquei me perguntando, se continuará existindo o estado do Pará, ele herdará todo o patrimônio cultural produzido antes da divisão nas outras áreas que vão virar Tapajós e Carajás? Como começam os novos estados do ponto de vista de identidade cultural? Como fazer para que os moradores desses novos estados não mais se sintam "paraenses"?
Se eu tivesse que votar neste plebiscito meu voto também seria nã, nã, nin, nã, não!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Comitê Diálogos Sociais discute o terceiro setor
Na última terça-feira (22), eu participei do lançamento do Comitê Interdisciplinar Diálogos Sociais e estou bem animada com o desafio que ele propõe: dialogar sobre o terceiro setor, tocando nas feridas que estão relacionadas a ele.
O comitê vai lançar um blog, em breve, e promover uma série de encontros ao longo de 2012. O intuito é refletir sobre perguntas como: "há entidades honestas no terceiro setor?", "por que as ongs como um todo são afetadas pela má reputação de entidades isoladas?", "como desenvolver o país de modo sustentável?" e "qual a importância do terceiro setor para a nossa economia?".
O primeiro encontro está previsto para acontecer no dia 06 de março. Assim que o blog estiver pronto, eu divulgo o endereço. Quero todos vocês enriquecendo o debate.
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