Ok, ok, já sei que tem gente que não agüenta mais me ouvir (ler) falando sobre Eike Batista e sua investida no Twitter. Mas hoje eu farei uma análise do perfil dele, sob a ótica da comunicação integrada - o que já estou para fazer desde a semana passada, mas não tinha conseguido.
O perfil de Eike é um sucesso porque ele entrou de peito aberto. Na foto de seu perfil ele está de braços abertos e com um mega sorriso no rosto. É uma postura bem diferente da foto sisuda que ele usa de divulgação na janela de seu escritório, em quase todas as matérias a seu respeito, ou do tipo de foto usado por outros empresários. E a "postura braços abertos" se mostra não apenas na foto, como nas atitudes. Há coerência entre os discursos e o meio escolhido para enviar tais mensagens.
No Twitter ele fala bobagens, "como todos os meros mortais". E não apenas bobagens, como futilidades. Fala qual a sua preferência por chá, que parou de competir quando o filho nasceu porque ficou com medo de morrer, dá bom dia, boa noite, "um enorme e gigantesco feliz dia do amigo", discute, chama de tolinho... Ou seja, ele se mostra como um homem como qualquer outro. E responde mensagens de forma pessoal e personalizada para quem gosta de música sertaneja ou de rock, sem fazer distinção. Isso é exatamente o que o Twitter exige de seus usuários. Se fosse no Linkedin, por exemplo, não ficaria tão apropriado. Nem no Facebook haveria tamanha interação entre os brasileiros e o BlackBerry dele.
Dando a chance de qualquer um falar o que quiser com "Eike", ele derruba muros reais ou imaginários, gera conhecimento e democratiza o processo de comunicação entre a população e as grandes empresas. Porque muda o padrão de expectativa que as pessoas têm em relação à comunicação com os empresários e empresas, quando todos passam a se sentir próximos dele. Outro dia li uma moça comentando que conseguia resposta de Eike, mas não conseguia resposta da operadora dela de celular. Sensacional, não?!
O twitter de Eike é um sucesso porque tem transparência. Se ele disser qualquer coisa que seja diferente da realidade, tem um exército de 66 mil seguidores (que cresce exponencialmente a cada dia) na tocaia para desmenti-lo. E ele sabe disso.
Como uma pessoa inteligente que é, ele usa a plataforma para marcar posição, defender interesses. O twitter de Eike é uma ferramenta de comunicação da EBX, que não restem dúvidas. O fundo tem a mesma identidade visual da EBX, o e-mail que ele incorporou ao perfil é institucional (.ebx.com.br). As mensagens de respostas em caráter pessoal divulgam ações da empresa, desmentem boatos, tiram dúvidas. Ou seja, o dever de casa de Eike está sendo feito lindamente!
Eike e sua equipe estão de parabéns pela forma como estão conduzindo este canal. Tomara que ele tenha paciência de manter a empolgação dos primeiros dias no futuro. E que haja retorno na reputação das empresas X, aumentando o valor de suas ações ou, ao menos, abrandando resistências e facilitando o trabalho deles.
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sábado, 24 de julho de 2010
O sucesso do twitter de Eike Batista
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Quem é o mais influente online de 2010?
A revista Fast Company, que tanto adoro, está procurando quem são as pessoas mais influentes da web atualmente. Neste contexto de mundo plano, realidades múltiplas e comunicação sem fronteiras (sem fazer alusão à Tim, claro!) a brincadeira parece divertida e todo mundo pode participar. O teaser deles é "You're more influential than you think". Vamos ver qual é a nossa influência?
Para participar ou saber mais, clique aqui (cada clique de pessoa diferente gera um crédito na minha conta. Sejam generosos! hehehe). O resultado será divulgado na edição de novembro da revista.
Para participar ou saber mais, clique aqui (cada clique de pessoa diferente gera um crédito na minha conta. Sejam generosos! hehehe). O resultado será divulgado na edição de novembro da revista.
domingo, 18 de julho de 2010
Da importância de sonhar
Esse post é um parêntese ao que sempre escrevo por aqui. Poderia estar postado no meu outro blog, Pílulas de Delicadeza. Mas postarei aqui porque quero fazer referência a um post anterior daqui que vai na mesma linha de pensamento.
Em abril, postei um vídeo com Kevin Roberts, o criador do conceito de Lovermarks, que defendia que a moeda do futuro é a ideia. E que as ideias são baseadas em emoções, não na razão. Porque a racionalidade leva à conclusão, enquanto a emoção leva à ação. E Kevin sempre ilustra esse conceito dizendo que as pessoas comentam sobre o discurso de Martin Luther King porque ele disse que tinha um sonho. E brinca: ninguém comentaria o discurso dele se ele tivesse dito "I have a mission" em vez de "I have a dream". Porque pessoas não "compram missões ou estratégias", pessoas "compram sonhos". Missões corporativas, em geral, são muito frias e distantes do cotidiano das pessoas.
Pois bem, ontem eu "conversei" via Twitter com Eike Batista. Quem me acompanha sabe que vira e mexe eu estou comentando algo sobre Eike, porque sou fascinada pela figura dele. E aí quando Nanda viu que Eike tinha me respondido, na hora ela percebeu o quanto eu iria gostar daquela resposta. E quando ela comentou sobre o feito, ela se referiu a sonho. :-)
Trazendo isso para o mundo corporativo, a lição que fica é: empresas, mantenham as suas estratégias (lembrando que estratégia não se muda a toda hora, é de longo prazo), mas comuniquem os seus sonhos! O de Eike é chegar aonde ninguém chegou antes. Com isso, ele atrai milhares de jovens talentosos que compartilham do mesmo desejo de superação.
E o seu sonho, qual é?
Em abril, postei um vídeo com Kevin Roberts, o criador do conceito de Lovermarks, que defendia que a moeda do futuro é a ideia. E que as ideias são baseadas em emoções, não na razão. Porque a racionalidade leva à conclusão, enquanto a emoção leva à ação. E Kevin sempre ilustra esse conceito dizendo que as pessoas comentam sobre o discurso de Martin Luther King porque ele disse que tinha um sonho. E brinca: ninguém comentaria o discurso dele se ele tivesse dito "I have a mission" em vez de "I have a dream". Porque pessoas não "compram missões ou estratégias", pessoas "compram sonhos". Missões corporativas, em geral, são muito frias e distantes do cotidiano das pessoas.
Pois bem, ontem eu "conversei" via Twitter com Eike Batista. Quem me acompanha sabe que vira e mexe eu estou comentando algo sobre Eike, porque sou fascinada pela figura dele. E aí quando Nanda viu que Eike tinha me respondido, na hora ela percebeu o quanto eu iria gostar daquela resposta. E quando ela comentou sobre o feito, ela se referiu a sonho. :-)
Trazendo isso para o mundo corporativo, a lição que fica é: empresas, mantenham as suas estratégias (lembrando que estratégia não se muda a toda hora, é de longo prazo), mas comuniquem os seus sonhos! O de Eike é chegar aonde ninguém chegou antes. Com isso, ele atrai milhares de jovens talentosos que compartilham do mesmo desejo de superação.
E o seu sonho, qual é?
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terça-feira, 13 de julho de 2010
O fim do JB impresso
Hoje li a notícia de que o Jornal do Brasil não mais será impresso. Restará apenas uma versão online.
É com tristeza que recebo esta notícia. Aquele sentimentalismo que fica quando sabemos que algo que tem valor (ao menos histórico) não mais vai existir. Porém, sei que na verdade o JB "as we know it" não deixará de existir em breve, quando não for mais impresso. O JB já deixou de ser o JB há tempo. Alguns bons anos. Agora é só o golpe final, para acabar a "agonia".
Com essa estragégia de ser o primeiro jornal a aposentar o papel, Nelson Tanure muda radicalmente o posicionamento do JB. De um quality paper que ia mal das pernas mas tinha uma marca fortíssima, o JB passa a ser um jornal online sem tradição alguma. Uma estratégia arriscadíssima porque jornal vive de credibilidade e influência.
Quanto tempo mais vocês acham que o JB (que foi o primeiro jornal online do Brasil) vai resistir? Quem acessa o JB online se não for obrigação de trabalho levanta a mão! Ninguém? Hum!
No final do ano passado eu e o meu grupo da pós fizemos uma proposta para salvar o JB, aproveitando que a marca Jornal do Brasil era uma possível Lovemark. Para salvar o JB a nossa proposta era o investimento em conteúdo. Conteúdo, conteúdo e conteúdo. O que o JB perdeu com a chegada de Tanure. Tínhamos propostas também para conteúdo mobile e expansão da marca, claro. Mas partindo da premissa de que haveria aposta no conteúdo.
Aqui está a nossa apresentação. Se nossas propostas não valerem de nada, fica ao menos o resgate histórico do que o Jornal do Brasil representa/ou para a Imprensa no Brasil. Tomara que não acabem também com o CPDocJB, quando o JB acabar de vez!
PS: O grupo que fez esta apresentação, além de mim, era formado por Leandro Buenavila, Elayne Bessa, Daniel Passos e Gisella Francisca.
É com tristeza que recebo esta notícia. Aquele sentimentalismo que fica quando sabemos que algo que tem valor (ao menos histórico) não mais vai existir. Porém, sei que na verdade o JB "as we know it" não deixará de existir em breve, quando não for mais impresso. O JB já deixou de ser o JB há tempo. Alguns bons anos. Agora é só o golpe final, para acabar a "agonia".
Com essa estragégia de ser o primeiro jornal a aposentar o papel, Nelson Tanure muda radicalmente o posicionamento do JB. De um quality paper que ia mal das pernas mas tinha uma marca fortíssima, o JB passa a ser um jornal online sem tradição alguma. Uma estratégia arriscadíssima porque jornal vive de credibilidade e influência.
Quanto tempo mais vocês acham que o JB (que foi o primeiro jornal online do Brasil) vai resistir? Quem acessa o JB online se não for obrigação de trabalho levanta a mão! Ninguém? Hum!
No final do ano passado eu e o meu grupo da pós fizemos uma proposta para salvar o JB, aproveitando que a marca Jornal do Brasil era uma possível Lovemark. Para salvar o JB a nossa proposta era o investimento em conteúdo. Conteúdo, conteúdo e conteúdo. O que o JB perdeu com a chegada de Tanure. Tínhamos propostas também para conteúdo mobile e expansão da marca, claro. Mas partindo da premissa de que haveria aposta no conteúdo.
Aqui está a nossa apresentação. Se nossas propostas não valerem de nada, fica ao menos o resgate histórico do que o Jornal do Brasil representa/ou para a Imprensa no Brasil. Tomara que não acabem também com o CPDocJB, quando o JB acabar de vez!
PS: O grupo que fez esta apresentação, além de mim, era formado por Leandro Buenavila, Elayne Bessa, Daniel Passos e Gisella Francisca.
domingo, 4 de julho de 2010
Cees Van Riel fala ao Globonews e eu volto a falar dos bancos
Cees Van Riel é um dos fundadores do Reputation Institute. Ele foi entrevistado por Silio Bocanera para o Conta Corrente, da GloboNews. A entrevista dura 23 minutos e entre outros aspectos, ele explicou como uma boa reputação diminui os custos de uma empresa e como o pessoal de comunicação pode dar uma forcinha para assegurar que a empresa tenha uma boa reputação. A dica: comunicar eficientemente o que a empresa faz. O peso maior na construção da boa reputação vem dos seus líderes. A comunicação, obviamente, não pode criar uma boa reputação quando não há base.
Para quem insiste em "culpar os bancos" por toda a ganância do mundo, Van Riel diz que tem pena dos bancos... Eu também tenho pena dos bancos. Mas não porque recebem ataques de toda a parte. Mas porque eles ainda não aprenderam que precisam fazer alguma coisa substancial para mudar a percepção negativa das pessoas. E, claro, comunicar o que estão fazendo.
Por exemplo, quando eu perguntei ao Itaú como os bancos podem falar em crédito consciente e em sustentabilidade se cobram taxas de juros tão altas, Fernando Chacon, o Diretor de Marketing, me respondeu com um email explicando para onde vai cada fração do spread bancário. Achei super positivo da parte dele a abertura e boa vontade em me responder. De verdade! Mas confesso que achei que teria sido mais objetivo se ele tivesse dito de forma mais convincente o quanto e como o Itaú luta para baixar as taxas de juros no Brasil, já que manter os juros tão altos não é vantajoso para nenhuma das partes.
Dizer que está tirando as portas giratórias dos bancos para melhorar a acessibilidade é legal, mas é só a ponta do iceberg. Não é mudando a porta de entrada ou usando apenas papel reciclado que um banco vai construir e manter uma boa reputação ou, ainda, uma imagem sustentável. Isso é só maquiagem.
PS: agradeço a Dario Menezes por compartilhar o link com a entrevista no Linkedin. Não tinha visto quando foi ao ar. :-)
PS 2: Itaú, eu pego no seu pé não por maldade, mas porque sou sua cliente... E no meu espírito sonhador (à la Imagine), eu sonho com um Brasil com juros mais baixos. Para todos!
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
The Guardian revoluciona ao abrir conteúdo para blogs
Acabo de ler na Fast Company que o The Guardian abriu seu conteúdo online para ser "repostado" por blogs, for free. O "custo" seria apenas manter o post exatamente como foi publicado no The Guardian, ou seja, sem ser editado, sem tirar os anúncios, etc.
O The Guardian, por sua vez, diz que o blogueiro pode fazer comentários antes de publicar o post.
Achei isso fantástico! Maior prova de que "o futuro já chegou"...
Agora vou esperar que o plugin fique disponível para Blogger para incorporá-lo ao Imagem E Comunicação! Por enquanto, a ferramenta só funciona para quem usa WordPress.
Veja mais aqui e aqui.
O The Guardian, por sua vez, diz que o blogueiro pode fazer comentários antes de publicar o post.
Achei isso fantástico! Maior prova de que "o futuro já chegou"...
Agora vou esperar que o plugin fique disponível para Blogger para incorporá-lo ao Imagem E Comunicação! Por enquanto, a ferramenta só funciona para quem usa WordPress.
Veja mais aqui e aqui.
O Brasil que ainda ignora o poder dos rótulos
Esta semana, a mídia brasileira comemorou a publicação de uma resolução da Anvisa que muda as regras para a propaganda de alimentos não saudáveis, a partir de janeiro.
Da forma como a mensagem foi passada, a impressão que se tinha era de que finalmente o Brasil estava agindo para combater a obesidade infantil e os demais danos que os alimentos com excesso de sal, açúcar e gordura trazem à sociedade.
Mas apesar de ser um passo, foi um passo tímido, que ignorou o poder dos rótulos para convencer os consumidores nos pontos de venda.
Qualquer pessoa que tenha uma noção mínima de marketing ou de comportamento do consumidor sabe o peso que as decisões por impulso nos pontos de venda exercem sobre os consumidores. Mas a nova resolução pede alertas durante a propaganda apenas. E como os rótulos não são considerados propaganda, a medida fica capenga. Isso tudo se resolveria se, de uma vez por todas, os rótulos passassem a ser considerados propaganda!
Veja mais a respeito da nova resolução da Anvisa na Veja, no Estadão, no G1 e na Proteste.
PS: Enquanto a Anvisa cochilava em relação aos rótulos dos alimentos, o Mundo do Marketing publicava um post dizendo que as embalagens ajudam a promover o consumo consciente. A matéria explica:
"Segundo o Monitor de Responsabilidade Social Corporativa 2010, realizado pela Market Analysis, 36% dos brasileiros acreditam que uma etiqueta na embalagem é a melhor forma de uma empresa comunicar práticas ambientais. Em 2007, este número era de 27%.
Leia o post Embalagens ajudam a promover o consumo consciente, do Mundo do Marketing, aqui
Veja outros posts que discutem rótulos aqui.
Da forma como a mensagem foi passada, a impressão que se tinha era de que finalmente o Brasil estava agindo para combater a obesidade infantil e os demais danos que os alimentos com excesso de sal, açúcar e gordura trazem à sociedade.
Mas apesar de ser um passo, foi um passo tímido, que ignorou o poder dos rótulos para convencer os consumidores nos pontos de venda.
Qualquer pessoa que tenha uma noção mínima de marketing ou de comportamento do consumidor sabe o peso que as decisões por impulso nos pontos de venda exercem sobre os consumidores. Mas a nova resolução pede alertas durante a propaganda apenas. E como os rótulos não são considerados propaganda, a medida fica capenga. Isso tudo se resolveria se, de uma vez por todas, os rótulos passassem a ser considerados propaganda!
Veja mais a respeito da nova resolução da Anvisa na Veja, no Estadão, no G1 e na Proteste.
PS: Enquanto a Anvisa cochilava em relação aos rótulos dos alimentos, o Mundo do Marketing publicava um post dizendo que as embalagens ajudam a promover o consumo consciente. A matéria explica:
"Segundo o Monitor de Responsabilidade Social Corporativa 2010, realizado pela Market Analysis, 36% dos brasileiros acreditam que uma etiqueta na embalagem é a melhor forma de uma empresa comunicar práticas ambientais. Em 2007, este número era de 27%.
Leia o post Embalagens ajudam a promover o consumo consciente, do Mundo do Marketing, aqui
Veja outros posts que discutem rótulos aqui.
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