sábado, 6 de fevereiro de 2010

Produtos amigos da saúde, já!

Trecho de um livro que estou lendo:

"A revista Ramparts observou, há alguns anos, que o mundo ocidental está se envenenando lentamente. A comida é constantemente adulterada por milhares de aromatizantes, corantes, espessantes, acidulantes, clareadores, conservantes sintéticos, contaminação por meio da embalagem, antibióticos e pesticidas venenosos. As indústrias alimentícias e do fumo gastam bilhões de dólares por ano com propaganda de produtos que fazem mal à saúde e que contribuem para a elevada incidência de câncer e de doenças nos rins, fígado, coração e pulmão. Embora muitos argumentem que a evidência científica não seja suficientemente conclusva para justificar o banimento de substâncias menos, obviamente, perigosas, muitos cientistas acreditam que estamos lidando com uma bomba-relógio humana, uma vez que os efeitos mais prejudiciais provavelmente ocorrerão a longo prazo.”
Imagens da Organização, Gareth Morgan, pg 302, editora Atlas.

E eu pergunto: será que os males à saúde humana produzidos pelas empresas são menos graves que os males ao meio ambiente que estão sendo constantemente denunciados?

As empresas de cigarro até hoje relutam em aceitar a associação de seus produtos com o câncer, mas o nível de esclarecimento da população mundial em relação aos males causados pelos cigarros fez despencar a imagem dessas empresas.
Não adianta empurrar o problema para debaixo do tapete.
Quanto mais informação a população tiver em relação aos possíveis danos causados à saúde, mais as pessoas recusarão os produtos que trazem substâncias maléficas. Para mater uma boa reputação, as empresas precisam ter produtos que sejam bons para o meio ambiente, mas sobretudo, bons para os seres humanos.

A imagem que adorei veio daqui.
Há um outro post neste blog sobre reputação e danos à saúde aqui.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Internet para o Nobel da Paz

A Internet (sim, nesse caso preciso usar maiúscula em respeito à moça!!!) está concorrendo ao Prêmio Nobel da Paz.

Depois de agraciar Obama (e deixar muita gente de queixo caído), parece-me que os responsáveis pelo prêmio estão dispostos a revolucionar e gerar um bom buzz. Maravilha!

"A candidatura da internet foi proposta pela versão italiana da revista "Wired". A justificativa dada é que a ferramenta trouxe avanços para o "diálogo, debate e consenso completo da comunicação" e na promoção da democracia".

Gostei!

Veja mais aqui.
Aninha, valeu pela dica!

Quem gosta de blog é coroa!

Segundo um estudo feito pelo Pew Research Center, o número de jovens internautas americanos entre 12 e 17 anos que escrevem blogs caiu pela metade desde 2006 (de 28% para 14%).

Os adolescentes de agora preferem micro-blogging (Facebook ou Twitter) ou acessar a internet pelo telefone celular.

A proporção de internautas entre 18 e 29 anos que mantêm um blog caiu de 24% para 15% desde 2007, enquanto entre os internautas com 30 anos ou mais essa proporção cresceu de 7% para 11%.

E ai, meus amigos, quem que visita esse humilde espaço já tem mais de 30?

Deixando as brincadeiras de lado, é bom saber disso. Mais um dado a levar em consideração na hora de pensar na adequação de mensagens aos diversos formatos e públicos. 

Para ver de onde tirei essa info, clique aqui.

Errata: Adolescentes não gostam tanto do Twitter, só do Facebook. Veja mais em http://migre.me/iQAu.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A força dos brindes que saem do óbvio

Dizem por aí que todo mundo gosta de receber brindes.
Eu achava que não.
Na verdade, muitas vezes fiquei até com uma raivinha momentânea de empresas (e eventos, festas de aniversário, de casamento, a lista é sem fim...) que me deram brindes inúteis. Pensava (com uma nuvem negra acima da cabeça e a testa franzida): o que leva alguém a gastar dinheiro para me dar algo que eu vou jogar no lixo quando chegar em casa?
Achava que era um desperdício total. De material, tempo, dinheiro e atenção.
Agora percebi que minha má vontade com os brindes não era generalizada. Era canalizada aos brindes óbvios ou inúteis. Aqueles que não causam impacto e não comunicam valores da marca. Os brindes iguais aos que todo mundo dá.
Portanto, acho que é por aí: antes de entulhar o mundo com presentes inúteis e óbvios ("só para dar uma lembrancinha"), deve-se pensar o que se quer comunicar com tal brinde. Para causar impacto não é preciso gastar fortunas, mas é preciso ser criativo.

Adorei a ideia da caixinha de jabuticabas para o hotel citada neste texto, que inspirou o post.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Como comunicar os esportes no País do Futebol?



Os esportes estão profissionalizando seus processos e atraindo cada vez mais investidores. Acabei de ler um texto que ressalta que aproximadamente 75% dos patrocínios concedidos no mundo se concentram nos esportes. E o autor continua com dados que enchem os olhos:

*  Os direitos comerciais da Copa da África Sul rendenram 30% mais à Fifa do que os da Copa da Alemanha, que já tinham sido considerados "assombrosos" na época.
* Em média, cada jogo da última Copa teve 93 milhões de telespectadores.
* Em relação à Copa de 2014, no Brasil, a Fifa espera faturar 2,87 bilhões de Euros.

Diante desses números, a pergunta que não quer calar é: "o que os profissionais de comunicação podem fazer para aproveitar essa onda de oportunidades?" Eu tenho vários projetos mirabolantes. Quem se interessar, eu conto num brunch.

Para ver o texto "O mundo é uma bola", de Fernando Trevisan, clique aqui.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Kit básico de gestão de crise


Uma crise é qualquer ameaça significativa para as operações de uma empresa (cidade ou até pessoa). As crises podem gerar danos à segurança pública, podem levar à perda financeira ou de reputação. A gestão de crises começa por amenizar ou contornar os danos à segurança pública. Depois, pensa-se nos outros aspectos. Salvaguardando-se a reputação, fica mais fácil contornar as perdas financeiras.
W. Timothy Coombs sugere que a boa gestão de crises começa com um plano de ação que tenha sido testado e que seja atualizado, no mínimo, anualmente. Este plano serve como referência, não como modelo, serve basicamente para distribuir tarefas e prever soluções. Concordo com W.Tim, afinal, cada crise é única.
Ele também cataloga um “media training” para a gestão de crises que achei muito legal. Veja só:

“1. Evite a frase "nenhum comentário", porque as pessoas acham que significa que a organização é culpada e está tentando esconder algo.

2. Apresente informações claramente, evitando jargões e termos técnicos. Falta de clareza faz as pessoas pensarem que a organização está sendo propositadamente confusa, a fim de esconder alguma coisa.

3. Tenha uma aparência agradável diante das câmeras, evitando hábitos nervosos que as pessoas interpretam como engano. Um porta-voz precisa ter contato visual forte e deve evitar gestos nervosos, tais como inquietação ou de estimulação. Quem não estabelece contato visual não passa segurança.

4. Como porta-voz, não seja prolixo. Quanto mais claramente conseguir explicar os principais pontos que a organização está tentando transmitir aos interessados, melhor.”

Por falar em crises, acho que Sérgio Cabral tá precisando de um reforço no time dele de prevenção e gestão de conflitos. Viram a última dele de contratar Tony Blair como consultor para as Olimpíadas? Será que ninguém disse a ele que era melhor contratar um brasileiro? Ou alguém com a imagem mais limpinha? Ai, ai...

Se você quiser saber mais sobre o comunicação para gestão de crises, clique aqui.

A charge maravilhosa é do jornal português http://aeiou.expresso.pt/.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Os idosos como público-alvo



Acabo de ler que uma notinha do Mundo do Marketing que diz que a rede de supermercados austríaca Adeg é totalmente adaptada para atender consumidores idosos. Tem piso que não escorrega, carrinhos mais ergonômicos, prateleiras facilmente alcançáveis, etc!
Se um dia eu for à Áustria vou conferir. Adorei a ideia! No Brasil, já deveríamos estar pensando em produtos e serviços mais adaptados para os idosos (principalmente em Copacabana...)!

PS: quem quiser explorar o site da Adeg pode fazer como eu fiz: usar a ferramenta de idiomas do Google.
PS2: a imagem fofa eu peguei daqui.